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CNBB e mais de 70 bispos orientam população para a greve geral

Data: 27/04/2017 14:54:00
Crédito: CNBB

“Convocamos os cristãos e pessoas de boa vontade, particularmente nossas comunidades, a se mobilizarem ao redor da atual Reforma da Previdência, a fim de buscar o melhor para o nosso povo, principalmente os mais fragilizados”. Assim se posiciona em nota o Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB em relação à greve geral marcada para amanhã, 28 de abril, em todo o país, contra as reformas previdenciária e trabalhista e em repúdio à terceirização sem limites. Os bispos estão reunidos desde ontem, 26 de abril, em Aparecida (SP), na 55ª Assembleia Geral, instância suprema da Conferência.

Em entrevista à imprensa, o secretário-geral da CNBB, Dom Leonardo Steiner, destacou que “os brasileiros e brasileiras desejam o bem do Brasil e para construir uma nação justa e fraterna querem participar das discussões e encaminhamentos”. Ao responder sobre qual seria o impacto de uma greve geral neste momento, ele avaliou que “o movimento sinaliza que a sociedade quer o diálogo, quer participar, quer dar sua contribuição” e que “reformas de tamanha importância não podem ser conduzidas sem esse amplo debate”.

Ainda segundo Dom Steiner, na entrevista, “o Congresso Nacional e o Poder Executivo, infelizmente, têm se mostrado pouco sensível ao que a sociedade tem manifestado em relação às reformas”. Disse ainda que “o Brasil vive um momento particular de sua história, uma crise ética. Há situações de enorme complexidade nos quais estão envolvidos personagens do cenário político, sem falar da crise econômica que atinge a todos. Como encaminhar mudanças sem o respaldo da sociedade? Propostas de reformas que tocam na Constituição Federal, no sistema previdenciário, na CLT merecem estudo, pesquisa e aprofundamento. Sem diálogo não é possível criar um clima favorável que vise o bem do povo brasileiro”.

Além da CNBB, mais de 70 arcebispos e bispos de um universo de 308 na ativa, lançaram convocações à população para a greve geral “contra as reformas do governo Temer e a política de massacre dos pobres do país iniciada depois do golpe de Estado. É uma mobilização eclesial na direção dos pobres não vista desde o fim do regime militar no Brasil, sob o impacto da mudança de rumos que o Papa Francisco lidera na Igreja em todo o mundo”. (Fonte: jornais e CNBB)